A gripe H1N1, popularmente conhecida como gripe suína, avaliada como pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), vem assustando muitos brasileiros também. A procura de consultas nos postos de saúde de todo país praticamente dobrou e os anúncios de mortes devido à gripe - 15 pessoas no Brasil, sendo 11 no estado do Rio Grande do Sul - alarmam a população. De acordo com a OMS, foram registradas mais de 700 mortes ao redor do mundo.
O alarde e o pânico em torno da doença, no entanto, parecem ser mais intensos do que a extensão dos males da gripe (incluindo óbitos) até mesmo quando ela é comparada com outras enfermidades igualmente nocivas, como a dengue e o sarampo. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a nova gripe é bem parecida com a gripe comum, tanto nos sintomas, quanto nos casos de morte da doença - apenas 0,5% dos casos da gripe suína evoluem para caso de morte, o mesmo número que a gripe comum.
Tanto que, devido ao desespero da população, os casos suspeitos não são mais submetidos a exames específicos antes que seja feita uma consulta normal com um especialista. Também de acordo com o Ministério da Saúde, mais de 70% das amostras analisadas em laboratórios de referência apresentavam resultados negativos, fato que acaba atrapalhando o processo de tratamento das pessoas realmente infectadas com a nova gripe.
De acordo com o infectologista Moises Chencinski, o motivo de tanta divulgação da doença, se dá pela novidade e não pela gravidade. "A H1N1 é bem parecida com a gripe que já conhecemos, mas por ser considerado um novo tipo de vírus a divulgação tomou uma repercussão enorme, fator que acabou alarmando a população brasileira", explica.
Assim como qualquer outra gripe, pode matar. A letalidade média das gripes sazonais é de 0,5%, enquanto outras, mais virulentas, como a gripe aviária tem a letalidade de 50%. Contudo, ainda não há uma estatística precisa sobre a letalidade deste novo tipo de gripe. O motivo é que os óbitos, por enquanto, ocorreram apenas em outros países, principalmente no México e as estatísticas não são seguras o suficiente para se afirmar que outros casos, menos sintomáticos, também estejam sendo registrados no País, o que diminuiria o atual índice de 6% de letalidade, que ainda não é confiável.
Sintomas
O especialista também afirma que ficar de olhos nos sintomas, pode ajudar a detectar a influenza H1N1. "Mesmo apresentando sintomas parecidos, a gripe nova possuí características que diferenciam da gripe comum. A febre, sempre acima de 38°, moleza, falta de apetite e tosse. Coriza clara, garganta seca, náusea, vômito, diarreia e dores nas articulações e na cabeça são características fortes da nova gripe", diz o especialista.
Pesquisa séria. Sobre H1N1 e as verdades. Leiam.
Guilherme
On
terça-feira, julho 28, 2009
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